domingo, 1 de fevereiro de 2015

CAM 2x0 TUPI E OS SINAIS DA ARENA INDEPENDÊNCIA.

O Atlético-MG estreou no Mineiro 2015 fazendo o dever de casa, ganhando do Tupi por 2x0, marcador construído nos primeiros 20 minutos de jogo, no talento da cobrança de falta de Dátolo e por uma assistência impecável de Luan, que deixou Pratto livre diante da área carijó para fechar o placar. Erro de posicionamento coletivo da defesa. Com a parada técnica, aos 23m, Surian arrumou a casa, tranqüilizou o time e o Tupi voltou para o jogo, com a marcação correta, anulando as alternativas de ataque e a velocidade do Atlético. Genalvo colou em Dátolo e o meio carijó fechou os contra ataques e os passes longos atleticanos, Paulo Roberto e Fabrício Soares, improvisados nas laterais, deram algum espaço para o Atlético cruzar bolas altas, sem sucesso. Na segunda metade do primeiro tempo e durante todo o segundo tempo, o Tupi adiantou sua marcação e teve uma boa saída de bola, trocando passes com algum acerto para chegar e finalizar, recusando a postura defensiva de outras ocasiões. O Atlético fez mudanças ofensivas, com Maicosuel e o menino Dodô, para ampliar o marcador, mas, Surian respondeu com mexidas para recompor o meio e manter o ritmo da marcação. Gleysson fez defesas importantes, tranqüilizadoras e a dupla de Silvio e Mailson atuou com segurança, aventurando-se ao ataque em alguns lances. O meio campo mostrou poder de marcação de retomada de bola, com destaque para Ulisses. Genalvo é um volante eficiente, uma liderança importante, mas, precisa administrar melhor algumas faltas desastradas que comete. O entrosamento natural no decorrer da competição vai dar a Noé, Danilo e Daniel Morais um melhor rendimento. Em linhas gerais, gostei do que foi sinalizado pelo time do Tupi, desde a Arena Independência. Vi um time bem treinado, confiante, unido, tentando superar dificuldades de orçamento e gestão e trapalhadas de bastidores, inaceitáveis, em um regime de futebol profissional. O Tupi, mesmo com o 2x0 contra, deixou uma boa imagem aos analistas que cobriram o jogo. Lamento algumas opiniões mal humoradas, petardos disparados com o fígado e não com o coração, emitidas nas redes sociais. Próxima etapa, clássico regional, no domingo de carnaval, contra o Tombense, no MH. Ambos em busca de reabilitação na tabela. Destaques da primeira rodada, a virada do Cruzeiro em GV, 2x1 no Democrata, a goleada estrondosa da Caldense, 6x1 no Mamoré e a derrota em casa do Tombense, 0x1 para o Villa.  Bom estar de volta, atualizando as páginas do nosso espaço com regularidade. Que Deus assim permita.      


Imagem: GE.COM

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O Tupi na Série C 2015. Faltou um gol.

Uma produção do Sportv que contou a história de Tupi 0x1 Paysandu, amenizando a tristeza da eliminação e homenageou amigos da imprensa esportiva, do presente e do passado, com uma trilha sonora de refinado bom gosto, a guitarra de The Edge, em With Or Without You, do U2.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

TUPI, UM PASSO À FRENTE.













Globo Esporte e Torcida motivam o Tupi

Brasil 2014 – A Copa dos Gols, das Surpresas e das Polêmicas.


Artigo publicado na edição nº 2 da revista Mundo & Movimento.


A palavra de ordem nas redes sociais era #naovaitercopa, refletindo os temores e a desconfiança generalizada diante da capacidade do pais organizar o maior evento do futebol, provendo estádios, obras de infra-estrutura, meios de hospedagem e pessoal bem treinado. No pais do futebol, vencedor de cinco das dezenove copas disputadas, hospedá-la de novo não era uma questão popular. Muitos fizeram o confronto equivocado entre os gastos públicos na preparação das cidades sede e a precariedade evidente dos serviços públicos de educação, saúde e segurança. Aconteceram protestos nas ruas em 2013, durante a realização da Copa das Confederações, projetando no ano seguinte, um mundial do fracasso, da insegurança e da vergonha, com milhares de turistas sendo mal recebidos em portos e aeroportos insalubres e mal acabados e expostos aos desafios da mobilidade urbana das nossas metrópoles. A FIFA e o governo entraram em desacordo quanto ao cronograma das obras e até algumas horas antes da bola rolar na Arena Corinthians, no 12 de junho, para Brasil x Croácia, ainda havia o que fazer em obras de acabamento e nos bastidores. O estereótipo do jeitinho brasileiro prevaleceu. O ambiente de negócios, o clima de pré copa, o sentimento popular foi afetado. Ruas e casas pintadas, espaços públicos e prédios decorados, tudo foi sendo adiado, anestesiado, ao contrario de edições passadas. Mas, bastou a contagem regressiva terminar e a largada acontecer para algumas verdades absolutas e críticos contumazes serem desmentidos pelos fatos. Dentro e fora de campo, aconteceu, não a copa perfeita, mas, aquela levada a bom termo pelo envolvimento do povo com a competição.  A Copa de 2014, na verdade, virou um congresso mundial esportivo e de turismo. Descobriram o destino Brasil, com visitantes de todo o planeta seguindo suas respectivas seleções de acordo com a tabela, país afora. Os vizinhos latinos, argentinos, chilenos, colombianos, mexicanos e uruguaios, vieram em maior número, dando ao evento um tempero de alegria e unidade continental. O mundial brasileiro foi um sucesso de mídia, de recordes e audiência. Até mesmo os americanos, inclusive o presidente Obama, que sempre foram resistentes ao êxito do nosso soccer, caíram de paixão pelo USA team, prostrando-se diante das TVs e invadindo Natal, Manaus e Recife. Nossa Copa repeliu o bilionário e cartesiano futebol europeu. Inglaterra, Itália e a atual campeã, Espanha, unidas em seis títulos mundiais, deram vexames, com goleadas e viradas humilhantes, caindo na fase inicial e com a obrigação de reconstruir seus trabalhos em futuras competições. O melhor jogador do mundo, o português Cristiano Ronaldo, veio ao Brasil com uma contusão mal curada e também, fracassou. Da Europa, salvaram-se a eficiente Alemanha, a talentosa e envolvente Holanda e a surpreendente e renascida França. Cada uma delas com seu craque protagonista. Thomas Muller, Arjen Robben ou Karin Benzema? Quem foi o cara da Copa 2014? Um dos três, ou, nenhum deles? Poderia ser o colombiano revelação, James Rodriguez, ou o nosso hermano albiceleste, Lionel Messi?  Pelo conjunto da obra, a Holanda redimiu-se de fracassos anteriores aprimorando seu ataque, seu estilo de jogo e pode almejar conquistas futuras. Tivemos despedidas, a de Andrea Pirlo, na Itália e de Samuel Eto’o, de Camarões e bizarrices como a mordida exemplarmente punida pela FIFA, do atacante uruguaio Luiz Suarez no italiano Chielinni, que acabou por abater a Celeste nas oitavas.  A Copa 2014 foi uma competição essencialmente tática. Os treinadores montaram suas estratégias, estudaram seus adversários, escalaram e modificaram seus titulares, jogo a jogo, ao sabor dos acontecimentos. Algumas boas surpresas aconteceram, para o bem, como a Costa Rica, que venceu o grupo C, o Chile e a Colômbia, com seus treinadores argentinos, as africanas, Argélia e Nigéria, ou, para o mal, com os campeonissimos, Del Bosque, Prandelli e Capello pilotando eliminações, já demitidos. Festejou-se entre os copeiros entusiasmados, o Brasil 2014 da ofensividade, da chuva de gols, dos times abertos, da maior média de gols por jogo, acima de três. Acompanho mundiais desde o México 70 e declaro, sem dúvida, que o do Brasil foi um dos dois melhores, pela capacidade de transformação de um fiasco anunciado em um vigoroso sucesso de técnica, de gols e de alegria, celebração entre vários povos e imagem positiva do país. O verdadeiro legado da Copa, além do gosto de quero mais, será uma mudança de atitude da nação, assumindo padrões de eficiência não apenas na gestão do esporte, na qualidade dos estádios e obras públicas, mas, na busca de um Brasil mais justo, desenvolvido, civilizado. Dentro de campo, o legado positivo do mundial brasileiro foi a vitória da Alemanha, cujo tetra premiou a execução fiel de um projeto de longo prazo. Desde 2006 uma geração de atletas trabalhou para chegar gradativamente ao titulo mundial. O jogo coletivo, a aplicação tática, forte marcação e ofensividade apareceram na imposição de 7x1 sobre o Brasil, nas semifinais e na vitória sobre os argentinos, na final. A atratividade técnica e comercial da Bundesliga, o campeonato nacional alemão, os investimentos nas categorias de base e a continuidade do trabalho até chegarem ao objetivo final, foram as bases da conquista germânica. Entre os brasileiros, ficou um rastro de perplexidade e indignação com a campanha da seleção. Da certeza do hexa, descemos a um ambiente de questionamento generalizado e de apreensão sobre os rumos do futebol brasileiro, nos clubes e na seleção. Até a Rússia 2018, com duas Copas Américas, Eliminatórias e Olimpíadas no caminho, o trabalho de reconstrução do Brasil vencedor será árduo e polêmico. Vale a nossa torcida.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

FALANDO DA SELEÇÃO


Felipão precisa atualizar o drive. O que serviu para dar na Espanha um nó tático e um categórico 3x0, passado um ano, parece insuficiente ao roteiro de superar diferentes escolas e propostas de jogo em uma Copa. É preciso buscar alternativas de escalação, de posicionamento, de atitude, para fazer o Brasil impor seu estilo de jogo. Para o trivial da fase de grupos de Croácia, México e Camarões e mais o Chile, com extremo sofrimento, o 4-2-3-1, com Fred paradão na frente, já deu. É preciso velocidade, mobilidade, saber fugir da marcação adversária e fazer render para a atuação coletiva o talento individual, o diferencial que nos deu cinco copas. Contra a Colômbia, as euro favoritas, Alemanha, França e Holanda, as surpresas, Bélgica e Costa Rica e a rival, Argentina, será preciso incrementar a receita, domar o emocional, administrar o extra campo, os estrelismos e jogar sério. Na Comary não existem amadores, principiantes em Copa do Mundo, só vencedores. Que o Castelão, nas quartas, seja o ponto de partida da arrancada final para o hexa e não o fim do caminho. Enquanto escrevo, Felipão treina opções. Saca Fred, adianta Neymar, restitui Paulinho no meio, faz de Henrique um falso volante e quase terceiro zagueiro, não sei o que vai rolar, na verdade. Mas, a Colômbia, leve, solta, dançante, precisa ser contida, com eficiência. Depois escreverei sobre o evento World Cup Brazil 2014. Melhor do que esperar décadas, quase uma vida, pelo acontecimento está sendo vive-lo em sua plenitude. #euqueromaiscopa.     

David Luiz comemora o seu gol no Mineirão
Imagem: FIFA.com

quinta-feira, 25 de julho de 2013

ELEIÇÕES NO TUPI - O QUEM É QUEM PRÉ ELEITORAL.

Repriso um documentário da extinta TV Visão, encontrado no canal do YouTube do amigo Tales Barros. Considero importante relembrar algumas posturas e depoimentos de carijós importantes, do presente e do passado e de alguns amigos da imprensa esportiva de Juiz de Fora. Prestem atenção nos depoimentos de Geraldo Magela Tavares e do saudoso comentarista Dirceu Buzzinari. Vejam e façam suas escolhas de apoio moral e retórico nas próximas eleições.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

NAS RUAS E NOS ESTÁDIOS UM SHOW DE BRASIL OU #OGIGANTEACORDOU #OCAMPEÃOVOLTOU #EHTOISSNEYMAR

Fim de competição. A Copa das Confederações FIFA Brasil 2013 foi um sucesso quase total, dentro e fora de campo, detonando com a reputação de alguns críticos contumazes e forçando algumas referencias do jornalismo político e/ou esportivo a reverem alguns conceitos e verdades absolutas, algumas previsões apocalípticas e linhas editoriais mais perto do oportunismo e má fé e mais longe da realidade. O pais foi dado, apesar de real deficiência na infra-estrutura, como incapaz de receber um incremento de turistas, delegações e jornalistas. O caos nos aeroportos, nos hotéis, restaurantes e estádios inacabados foi vendido lido e reportado como insuperável e origem de vexame internacional. Certamente aconteceram problemas, apareceram imperfeições na organização. Mas nada a ver com o que vimos acontecer com a bola rolando. Felipão e Parreira, campeões mundiais de prestigio, foram publicamente execrados, dados como superados taticamente e incapazes de convocar, escalar e dar padrão de jogo ao time brasileiro herdado de Mano Meneses. A segunda feira, 01 de julho, o day after, nos apresenta uma realidade diversa. Dentro de campo, a seleção com um mês de treinamentos ganhou poder de marcação, ocupação de espaços, velocidade e  demonstrações de talento individual. Posso afirmar que o 3x0 da final aplicado na Espanha idolatrada está entre as duas melhores exibições do Brasil, desde a Copa de 1970. Escolho a final de Frankfurt em 2005, o 4x1 na Argentina, ao lado do jogo de ontem, sem medo de errar. Felizmente voltamos ao top 10 do ranking da FIFA e teremos tempo para aperfeiçoar o entrosamento do time campeão para a disputa do Mundial, ano que vem. Fora de campo, aproveitando o ensejo da presença da mídia internacional para a cobertura do evento esportivo, uma feliz coincidência: O pais que pensa, que contribui, que trabalha, entendeu de dizer um NÃO rotundo aos dez anos de faz de conta político, a volta da economia estagnada com inflação fora de controle e ao cinismo da corrupção impune. Milhões foram para as ruas protestar pela falta de condições dignas de saúde, educação, meios de transporte públicos e segurança. A segunda maior democracia ocidental deu um claro recado aos poderosos repelindo exotismos institucionais e exigindo um pais mais justo e pacifico. Aconteceram excessos, vandalismo, cenas programadas em arredores de estádios para inviabilizar os eventos, todos prontamente contidos pelas forças de segurança, na forma da lei. A logística e a segurança dos jogos foram testados na competição e avaliados como suficientes, com as devidas correções para a operação da Copa de 2014. A FIFA declarou que o envolvimento de seu nome e dos eventos promovidos como causa dos protestos nas ruas brasileiras decorre de uma comunicação deficiente do papel que eventos e seus gastos têm na economia de um pais em desenvolvimento como o Brasil. O confronto entre estádios x hospitais x escolas precisa ser mais bem debatido e entendido. Acabou a Copa, o Brasil é tetra, com sobras, com espetáculo, com alegria e talento. A luta por um Brasil melhor, permanece, nas ruas e no cotidiano e depende de cada um de nós, participando e votando nos caminhos da democracia e da paz. Voltemos à família Scolari. É preciso repelir um ambiente de falso favoritismo para a Copa e evitar o já ganhou, tão inadequado no Maracanazo de 1950. Já temos um esboço de equipe e o resgate do jeito brasileiro de jogar futebol reciclado aos conceitos atuais. Em agosto, tem mais seleção, de cabeça erguida e confiante. Ficamos por conta de Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil e Sul Americana. Teremos um time brasileiro no Marrocos, em dezembro, duelando com o Bayern de Munique?



Brasil 2013, multidões nas ruas exigindo um país melhor.



A final no Maracanã, narração de Milton Leite, do Sportv.