sábado, 28 de fevereiro de 2015

TUPI 0x3 CRUZEIRO BEM VINDOS AO LITORAL, OU, MAILSON HUMMELS SE CONSAGROU!

                        Ao entrar em campo Felipe Surian declarou a Inácio Novais, do Sportv/PFC, confiar na superação de seus jogadores contra o Cruzeiro, repetindo a atuação de Governador Valadares. Salvem esse trecho. Ao fim do texto, voltaremos a ele. O inicio do jogo de hoje, Tupi x Cruzeiro alternativo, em JF, foi idêntico ao Atlético x Tupi, de BH. O carijó entrou desligado, apático, devagar, quase parando. Com 11m, Cruzeiro 2x0, gols de Henrique, que subiu leve, ganhando de uma dupla de zaga de 1,90, cada um. Eram 7m. Aos 11m, bola invertida na esquerda, Pará cruzou e pimba! Mailson Hummels meteu um golaço! Só que contra.. E com 15m, Judivan perdeu um gol feito. O Tupi ficou preso em seu campo com a marcação adiantada celeste. Mal conseguia trocar três passes. Vendo pela TV, notei o time espaçado, disperso, do que se aproveitou a Raposa, com velocidade. A proposta de Marcelo, mal sucedida na Bolívia, foi suficiente para matar o jogo em JF. Veio a parada técnica para hidratação e tentativa de conter a desarrumação. Tal como no Horto, a água milagrosa e o discurso de Surian tiveram alguma serventia. O Tupi hidratado pôs seus nervos no lugar e encurtou os espaços, acalmando a correria do Cruzeiro. Até o intervalo, o Galo jogou muito pela direita, com Osmar e Daniel Morais, na área, perdendo chances reais de descontar. Mas, tudo esbarrava na finalização, terrível. A Raposa voltou do intervalo sem mudanças e Surian sacou Ygor e Noé, entrando Rafael Assis e Bruno Arrabal, mexidas corretas que melhoraram em muito o time, do meio para frente. O Tupi ficou mais agrupado, o jogo fluiu muito melhor, tanto que perdeu duas chances expressivas, com Daniel Morais, aos 4m e Silvio, aos 5m. O 3x0 veio com a jogada fulminante do menino Neilton, que entrou aos 14m, trocou passes com Judivan e apareceu livre diante de Glaysson, aos 15m, para fechar o placar. Aconteceram alguns momentos de predomínio carijó, principalmente com a entrada de Marcinho em lugar de Danilo. Gostei muito das atuações de Osmar, Fabrício, Bruno Arrabal e Marcinho. Vamos ás criticas, necessárias, pontuais e sempre respeitosas, como é do meu estilo. Silvão, capitão, campeão, e seus parceiros de zaga precisam melhorar a resenha e acertar seus respectivos posicionamentos. Estão jogando em linha e um pouco estabanados, sob pressão. Tenho plena confiança que, para os próximos jogos, isto vai ser arrumado. Ainda mais que o próximo adversário é a Caldense, de Condé e do artilheiro Luiz Eduardo. Marco Goiano precisa aparecer mais, ser mais camisa 10. Repito, Genalvo é uma liderança importante, um volante experiente, mas, o Tupi pode perfeitamente jogar sem suas cotoveladas e seus recorrentes cartões. Ele, não Mailson, merecia ser expulso. Voltemos ao Surian e sua declaração inicial, de confiança em um jogo de superação. Ok, correto o discurso, motivador. Nada a acrescentar. Mas, discordo totalmente do que disse o treinador, no intervalo e no pós jogo, com a derrota consumada. Acho inadequado, pouco prudente, um treinador, seja quem for, fazer análises individuais das atuações de seus jogadores no calor e na pressão da coletiva, ou ainda, à beira do campo, ao apito final. Alguns preferem fazê-las de cabeça fria, a portas fechadas, internamente. Eu gostaria de ver o professor carijó mudando sua postura, em beneficio de seu time, nosso time. Sua competência para ler um jogo e corrigir o time é sabida por todos. Seu trabalho é confiável. Ponto. Só não acho legal que venha a fazer coro com torcedores e comentaristas, corneteiros, ou não. Que venha a maratona de viagens, pijama trainings, regenerativos e a resenha. Na seqüência, mais amigável, menos madrasta, Alecrim-RN, Caldense, Boa e Villa. Amanhã, falo do restante da rodada.




Ajudando na resenha. Vejam os gols tomados pelo Tupi.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

INT 3x1 LA U SPO 4x0 DAN-URU CAM 0x1 ATL GOLS DA LIBERTADORES.

Videos do Sportv News e do Fox Sports.






VITÓRIAS DE INTER E SÃO PAULO, EMPATE DO CRUZEIRO E VEXAME DO GALO

Pela ordem, o vexame do Atlético, estreando em casa, massa presente, desfalques, necessidade de vencer e reabilitar-se da derrota no Chile. Dado o pré jogo, tudo o que poderia melhorar, bastaria um golzinho, desandou, deu errado, com derrota em casa, lanterna da chave e ameaça de eliminação precoce. O Galo começou a morrer no Horto com o dedo médio virado do capitão Leonardo Silva. Ed Carlos entrou e fez uma dupla sensacional com Patric. Cada lance, uma vaia. O ritmo avassalador, a pressão veloz e a marcação eficiente de outras jornadas desapareceram. Na verdade, Tomás Boy deu um nó tático bem enredado em Levir. O 4-1-4-1 dos mexicanos travou a correria do Atlético e deixou André isolado. O Galo só teve chances na bola parada de Dátolo. Levir mexeu mal, trocou Leandro Donizete por Cárdenas e recuou Dátolo. Abriu Dodô na esquerda, sacando Maicosuel. O Atlas colocou mais atacantes e melhorou o contra ataque, muito mais veloz. Era previsível e arriscado o Atlético buscar o gol e a vitória e terminar levando um gol. Lançamento preciso de Medina, desmarcado, para Suarez passar livre no meio da zaga alvinegra e tocar no canto de Victor, aos 41m. Derrota consumada, hora das desculpas: lesionados em excesso, preparação além da conta, falta de liderança, entre outras. A ruindade do Galo vinha dando sinais desde o segundo tempo contra o Tupi. Qual a solução? Tirar da cartola o EU ACREDITO?

Um pouquinho adiante, no Morumbi, a volta por cima do São Paulo. Alexandre Pato comandou a goleada de 4x0 sobre o Danúbio. A vitória serviu para pacificar os bastidores do tricolor, ferventes, desde a derrota sem alma, no Itaquerão. Muricy fez mudanças, escalou Michel Bastos de meia e o time jogou solto, leve, sem pressão, pois conseguiu um gol com 4m. Passando da lanterna à liderança, no saldo, o São Paulo vai ao Nuevo Gasometro enfrentar o abençoado San Lorenzo, que já terá recebido o Corinthians, com muito mais tranqüilidade.

A Raposa subiu a Cordilheira, jogou com inteligência e estratégia e colheu um empate diante do feio time do Universitário de Sucre, uma espécie de Diamantina boliviana. Marcelo colocou seu time na pressão inicial, para tentar um gol e uma vantagem para cadenciar o jogo e fazer o tempo passar. O gol não saiu, mas, o time celeste soube marcar, criar alguns ataques interessantes e resistir bem à pressão caseira dos bolivianos. Judivan, Willians e Joel entraram gradativamente, para renovar o fôlego celeste, poupando De Arrascaeta e os dois William. Damião cansou e perdeu oportunidades, assim como Marquinhos. Faltou capricho nas finalizações para vencer nas alturas. Com escala em Juiz de Fora e um time alternativo para defender a liderança do Mineiro, contra o Tupi, no sábado, a Raposa voltará a campo no Mineirão, terça, recebendo o Huracan.            


O Internacional fez 3x1 na Universidade do Chile, com algum sacrifício, em um festivo Beira Rio, com quase 40 mil colorados. Aguirre montou um ataque com Sasha, Jorge Henrique e Vitinho, apoiado em D’Alessandro, com muita movimentação. Tudo funcionou bem, do meio para a frente. Atrás, a dupla de Réver e Alan Costa deu espaços e permitiu aos chilenos uma bola no travessão, um gol, complicando o 2x0 fácil, gols de D’Ale e Jorge Henrique e momentos de sufoco, até Sasha fazer o 3x1 salvador. Sucesso total das apostas do treinador charrua, que teimou com a galera e se deu bem. Próxima parada na Libertadores, Emelec, também no Beira Rio. Com um Gre-Nal, de aperitivo. 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CRU 3x0 BOA AME 2x1 CAM RAPOSA LIDER E COELHO DA VIRADA

A 4ª rodada do Mineiro 15 apresentou além de Democrata-GV 0x1 Tupi, resultados que culminaram com a liderança do Cruzeiro e a segunda colocação do América, no saldo de gols. Ontem, a Raposa desferiu 3x0 no time digno do Boa Esporte. O time boveta, ex Ituiutaba, resistiu apenas a 9 m do primeiro tempo. Prevaleceram a categoria e o renascido entrosamento do time celeste. Marquinhos recebeu assistência de Leandro Damião e finalizou cruzado. Cruzeiro 1x0. O artilheiro gaucho, vai adquirindo confiança e despindo-se da zica renitente, que o persegue desde o Inter, seleção maneira olímpica e Santos. Marcou um gol de voleio, à la Bebeto, da entrada da pequena área, ainda no primeiro tempo. No segundo, fez 3x0, de cabeça. Gostei de De Arrascaeta, de Judivan, do zagueirão do Bom Senso, Paulo André e de Henrique, ex Palmeiras, que matou a trave no peito e estreou bem. No Boa, gostei de Hiltinho. Olho nele, Tupi. Tivemos ainda no sábado, Tombense 3x1 Mamoré e Caldense 2x0 Guarani. Chamuscado pela derrota no Chile e de olho no Atlas-MEX, com quem jogará na quarta, em BH, Levir escalou um mistão atleticano, com Victor no gol, para o clássico contra o América. Cárdenas estreou, mas, careceu de melhor forma e entrosamento. Primeiro tempo, feio, com 0x0. Show de passes errados.  André, ex parça de Neymar e renegado de Kalil, fez 1x0, de pênalti. O Coelho, com um jogador a menos, virou para 2x1, na moral, com gols de Bryan e Mancini, também de pênalti. Em Patos, URT 0x0 Villa. Condé e Fajardo, ambos ex Tupi, vão fazendo trabalhos dignos em Poços de Caldas e Nova Lima. Cabe a Surian e seu time carijó superá-los, com muito trabalho.

 Eu torci para Damião marcar, de bicicleta. A bola raspou a trave.












DEM-GV 0x1 TUPI GALO AFUNDA A PANTERA E MIRA O G4

A semana foi tensa nas redes sociais com a derrota do Tupi de 2x1, para o América, no sábado anterior. Algumas reações foram de temor e desconfiança com a atitude do time carijó. No noticiário, muita preocupação com a necessidade do Democrata vencer em casa e pontuar, precariedade do estádio, forte calor, desfalques por suspensão e dúvidas na escalação. Felipe Surian soube ler corretamente as falhas individuais e coletivas dos jogos anteriores e injetar confiança e tranqüilidade em seu time. Sairam jogando Fabrício Soares na lateral esquerda, em lugar de Thiaguinho, Bruno Arrabal, volante, que entrou em lugar de Genalvo e por fim, Ygor, em lugar de Marco Goiano. Segundo relatos de radialistas e internautas juizforanos presentes no Mamud Abbas, o time carijó apresentou-se com outra atitude, fez um bom primeiro tempo e poderia ter definido o marcador e a vitória. O Tupi perdeu chances de abrir o placar e atuava muito bem postado, diante de um Democrata mal arrumado e jogando no desespero, justificando sua campanha de zero ponto em quatro rodadas. Com 32m, o Tupi fez 1x0, com Bruno Arrabal, mas o saltitante árbitro mineiro, padrão FIFA, atribuiu o gol a Danilo. No intervalo, Surian não fez mexidas, satisfeito com seu time. Gilmar Estevam mudou a Pantera em busca de jogo ofensivo, pressão total e a virada. Entraram Caio e Amilton, saindo Julio Cesar e Wanderson. O Tupi aceitou a pressão do Democrata, recuou e começou a perder o meio campo. Ficou travado, bem marcado, contido nos seus contra ataques. E tome jogo aéreo e bolas cruzadas na área carijó. A Pantera foi perdendo sucessivas chances de gols, levava perigo. Mas, prevaleceram a tranqüilidade e a confiança de Glaysson, da zaga, dos laterais e dos volantes carijós. Surian levou a galera e a crônica ao desespero, mexendo após os 30m do segundo tempo. Tirou Ygor, cansado e fez entrar Paulo Roberto, para proteger a zaga. Tirou Danilo, para a entrada de Marcinho, volante que treinou bem e atuou para conter a pressão adversária. Ademilson entrou em lugar de Daniel Morais, extenuado, com câimbras. Estevam meteu quatro atacantes e jogou a Pantera no abafa. As mexidas do Tupi resultaram em uma bem sucedida resistência, até aos 52m. Vitória maiúscula, fora de casa, com cara de Tupi, para dar um salto na tabela, ao 6º lugar, a dois pontos do G4 e a três do Atlético, 3º colocado. Que a semana vindoura seja de paz e confiança, de preparação cuidadosa e estudada para enfrentar o Cruzeiro. A Raposa virá de uma estréia na Copa Libertadores, na altitude boliviana. Não sabemos como Marcelo Oliveira vai montar sua equipe para jogar em Juiz de Fora. Mas, a versatilidade e a qualidade de seu elenco projetam jogo difícil para o Tupi. No pós jogo de hoje, Felipe Surian declarou que vai refletir para escalar a equipe para sábado e elogiou a atuação de estreantes e substitutos. Estou feliz e gratificado com a vitória. Recomendo a alguns pessimistas que economizem suas cornetas virtuais. Registro a presença no Mamudão da Sra. Presidente, Miriam Fortuna, simbolizando a confiança da Diretoria e o respaldo ao time, ao treinador e aos profissionais envolvidos na vitória.      

Mamoud Abbas, GV Hell, calor e precariedade, para valorizar a vitória de superação do Tupi.
Imagem: Facebook de Ricardo Wagner.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

COL 2x0 CAM NÃO VI, MAS, SEGUNDO LEANDRO DONIZETE...!!!

Segundo o pós jogo, os desfalques pesaram e o Galo foi apático, sem graça, sem espirito de Libertadores. Levir não gostou, ninguém gostou. Agora, o melhor a ser feito é tentar a reabilitação, contra o Atlas. Ah, sim, o Donizete, disse que foi uma M...Quem sou eu pra contrariar.


COR 2x0 SPO NOITE DE TITEBOL NO ITAQUERÃO.

O Corinthians foi envolvente, preciso, marcador, intenso, vertical. Em nenhum momento foi ameaçado pelo São Paulo. O ano de 2014, sabático, de introspecção para Tite, está revelando como o treinador conseguiu atualizar corretamente, para muito melhor, seus conceitos táticos e montar sua equipe, como no jogo de ontem. O 2x0 foi pouco. O Corinthians fez 30m de futebol avassalador, compactado, definidor, com Ralph fixo e daí para frente, troca de posições, movimentação, para confundir a marcação adversária, sufocar o time visitante. A essa intensidade já apelidaram jocosamente de Titebol. O timão deu-se ao luxo de fazer 1x0 com 11m e recuar, entrar em marcha lenta, piloto automático, sem ser ameaçado pela apatia do tricolor. Muricy ameaçou surpresas, mas, foi conservador, abusando do direito de escalar mal e facilitar a vitória do rival. Roteiro do fracasso: uma zaga principiante, de Toloi e Doria, sem proteção adequada, volantes confusos, laterais presos, Ganso sumido, Luis Fabiano isolado e Alan Kardec obrigado a marcar os avanços corintianos. Tite só fez mexidas para premiar com aplausos da Fiel as atuações consagradoras de Emerson, Jadson e Elias. Muricy mexeu para tentar desfazer suas escalações erradas, devolveu Michel Bastos para a meia, sacou Alan Kardec e nem assim seu time reagiu. O 2x0 veio naturalmente, aos 23m do segundo tempo, passe longo de Sheik para Jadson, da esquerda para a direita, o meia fechou e bateu cruzado, por baixo de Ceni. O Timão já perdera três gols feitos, com Fabio Santos e Danilo. Muricy trabalhou mal e escapou de ser goleado. Mais um vistoso e bem amarrado nó tático será destinado a sua galeria. O Corinthians, já aquecido pelo duelo com o Once Caldas e pelos amistosos tops de linha na Flórida, venceu, deixou um bom trailer do que virá por ai e lidera seu grupo. Quanto ao São Paulo, será preciso reler o manual de instruções, versão 6-3-3. Na próxima rodada, o Timão visita o San Lorenzo, com portões fechados e o São Paulo recebe o Danúbio, campeão uruguaio. Encerro, mencionando a arbitragem, péssima, na disciplina e na técnica, errando no segundo gol corintiano.